Pr. José Pedro e Pra. Elza Brito

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Palavra Pastoral - A conduta cristã

Visto como o seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou pela sua glória e virtude; Pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo. E vós também, pondo nisto mesmo toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude a ciência, E à ciência a temperança, e à temperança a paciência, e à paciência a piedade, E à piedade o amor fraternal, e ao amor fraternal a caridade.
Porque, se em vós houver e abundarem estas coisas, não vos deixarão ociosos nem estéreis no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Pois aquele em quem não há estas coisas é cego, nada vendo ao longe, havendo-se esquecido da purificação dos seus antigos pecados.Portanto, irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis.

2 Pedro 1: 3 – 10

Introdução: Neste texto, Pedro nos revela sobre como precisamos nos revestir da natureza divina (verso 3) para escapar da corrupção e concupiscência do mundo. A palavra-chave, nesta palavra é a PIEDADE. Esta palavra, comumente, é associada a sofrimento e lamúrias. Esta impressão vem da gênesis da palavra piedade no latim, que significa sofrimento. As raízes das Escrituras Sagradas, entretanto, não são do latim, mas sim no Hebraico, Aramaico e Grego. A palavra Piedade, no grego, é theosebian, que é a aglutinação do eu e adorar; a palavra piedade, então, segundo a bíblia significa “eu amo adorar a Deus”. Em I Timóteo 2.10, Paulo fala das mulheres que são piedosas, isto é, aquelas que declaram adorar a Deus; Paulo também fala que aqueles que querem uma vida piedosa, isto é, em adoração ao Senhor, serão perseguidos.

Pedro, então, enumera neste texto, elementos ou ferramentas que precisamos nos apossar com esforço ou diligência (verso 5) para termos a natureza divina que, por sua vez, nos permitirá lutar contra as paixões infames que há em nós que, gosta dos pratos que este mundo oferece.

É por esta razão que o Cristianismo trás a figura da morte, morte do velho homem. “Fazei, portanto, morrer o vosso apetite desordenado (Colossenses 3:5)”. O nosso corpo é morada de Deus e, o próprio Deus, tem zelo ou ciúme de nós (Tiago 4: 5). Deus nos comprou para fundir em nós a natureza Dele, isto é, a natureza divina, e não a natureza carnal ou terrena que o apóstolo Paulo nos fala.

A diligência dita por Pedro é sinônimo de esforço. Com este esforço precisamos acrescentar à nossa fé o vigor, isto é, a virtude, tomando posse do poder de Deus em nossa vida. Estes já são atributos da natureza divina. Este vigor ou virtude, por sua vez, deve ser acrescentada ao conhecimento. O conhecimento diz respeito ao esforço em busca do estudo, da sabedoria. Entretanto, com equilíbrio, sabendo que tudo que há em nós deve bendizer o Santo nome (Salmos 103:1)

No verso 6, Pedro diz que precisamos acrescentar ao conhecimento o domínio próprio, isto porque, quando começamos a crescer em sabedoria tendemos a ser pessoas precipitadas.  A partir do momento que adquirimos este domínio próprio, o exercício da perseverança nos ajuda a andar segundo a natureza divina. E, a partir do momento que me domino e persevero, preciso conectar-se a piedade que, por sua vez, é a adoração ao Senhor. Se queremos dominar a natureza carnal e nos apropriar da natureza divina, através da conduta cristão, precisamos com a fé, vigor, conhecimento, domínio próprio e perseverança acrescentar uma vida de adoração ao Senhor.

Por sua vez, a piedade, deve se conectar com a fraternidade. Este conceito de fraternidade, que advém da natureza divida, significa um comportamento vindo de Deus que exige uma atenção ao irmão supremo, Jesus. Com esta fraternidade, Deus através de Pedro diz que, precisamos nos lançar no Pai de amor. Amar a Deus, entretanto, não é somente de boca, mas sim com o coração.  É tempo de nos despertarmos do sono espiritual e nos apossemos da natureza divina, pois sem estes atributos, seremos improdutivos (verso 8). “E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração.”(Jeremias 29:13).

Não basta somente ser crente, temos que testemunhar. O dia da nossa salvação está próximo. Sem estes atributos do Pai, somo cegos, só vemos o que está perto esquecendo-se da purificação dos antigos pecados (verso 9). Temos que ser pessoas obedientes a Deus. Temos que entender, também, que temos uma natureza tendenciosa ao pecado. Somos fracos. Nossa força está no Senhor. Somos uma nova criatura, tudo se fez novo (2 Coríntios  5:17).

Precisamos nos apossar da natureza divina, deixando pra trás as coisas velhas do passado, as companhias do passado. Temos que procurar “fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis” (verso 10).

Vida cristã é uma constância de desvencilhar-se do velho e apossar-se do novo. Existe um lugar em Deus em que estamos seguros das paixões desse mundo, este lugar é a natureza divina. É desta forma que conseguiremos entrar no reino eterno do nosso Senhor Jesus Cristo. Porque assim vos será amplamente concedida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.2 Pedro 1.11

Este é o nosso desejo e a motivação do nosso empenho no Ministério 100%Trigo.

Pr. José Pedro e Pra. Elza Brito